quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

[Porque, mais tarde ou mais cedo, o "cantinho" que tanto estimo tinha de acabar por "fechar", posso mesmo escrever que é o fim...]


E ...


... porque eu também não.


[11/06/2008 - 13/08/2009]

sábado, 4 de Julho de 2009

Talvez um dia o absurdo faça sentido...

"No fundo e apesar de tudo, eu era uma sonhadora [...] para lá do desânimo e das minhas dúvidas, pairava o sonho - um pouco absurdo, convenhamos - de poder mudar as coisas."

quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Pois é, aqui o “The World Is Not Enough” já fez um aninho sem eu dar por isso. Sinceramente, estou impressionada comigo! Quando criei este “cantinho” foi por impulso, uma vontade do momento. Nunca pensei que fosse algo para durar. Mas depois… Depois comecei a gostar disto! E, apesar de, por vezes, desaparecer por algum tempo, acabo por voltar.

Bem, o tempo passa tão rápido… Agora que penso no ano que passou, foram tantos os momentos que me marcaram…

- Foi o telefonema da minha querida mãe, estava eu de férias, longe dela, a dizer-me que tinha entrado na faculdade.
- Foi o primeiro dia enquanto caloira. Estava tão nervosa… Quando, finalmente, cheguei a casa, não sabia se queria rir ou chorar.
- Foram as noites académicas.
- Foi a semana da recepção ao caloiro, principalmente, o baptismo.
- Foi o dia em que o meu padrinho de praxe, enquanto um dos representantes do núcleo de enfermagem, me disse que era uma das melhores caloiras de enfermagem, senão mesmo a melhor. E que esta não era uma opinião só dele, mas também dos outros elementos do núcleo de enfermagem.
- Foi a queima das fitas, principalmente, o traçar das capas e a passagem à tribuna.
- Foram as pessoas novas que conheci e me marcaram de algum modo e os momentos que jamais vou esquecer passados junto a essas pessoas.
- Foram as palavras “Gosto de ti.”, “Mesmo que para o ano nos separemos ou já não falemos ou mesmo que nunca mais nos vejamos, quero que saibas que nunca vou esquecer todos os bons momentos que passamos.”, “Vamos ser amigas sempre.”, “É só putedo! Ao menos nós não somos assim.”, “Oh prima [de praxe] linda...”, “Oh priminho [de praxe]...”, “Meu padrinho [de praxe]…”, “Olha aqui a minha afilhada, está sempre sóbria!”, “Trengos”, “A minha afilhada sim, fez o padrinho ter orgulho.” e muitas, muitas mais.
- Enfim, foi o meu ano de caloira. Simplesmente, adorei. Algo inesquecível. [Este ano foi, sem dúvida, marcado pela entrada na faculdade, que me permitiu conhecer e fazer parte de um “admirável mundo novo” do qual já guardo muitas recordações com saudade.]

Depois de pensar neste ano e esquecer todos os exames e respectivos créditos, toda a preocupação, todo o nervosismo e todo o stress, há algo que me está a deixar cada vez mais e mais confusa. E acreditem que é algo que me custa imenso dizer. Engraçado, reparei agora que também me custa escrever. Eu acho que me apaixonei. Lentamente… Sim, é verdade. Mas só agora estou a perceber isso. [Eu confesso que sou muito complicada e, raramente, assumo os meus sentimentos. Em primeiro lugar, tenho de ter a certeza absoluta desses mesmos sentimentos. Certeza que nunca aparece. E depois tenho muita dificuldade em assumir o que sinto. E o pior disto tudo é que a pessoa em questão, por vezes, dá a entender que desconfia que eu sinto alguma coisa e que esse sentimento é mútuo. Mas também dá a entender que não quer que haja nada entre nós. Provavelmente devido à distância… Pessoa complicada… Talvez mais do que eu!!! Sinceramente já não percebo nada, já não sei nada… Ora bem, eu já escrevi demais… Se continuar vou começar a escrever o que não quero e o que não devo… É que, inevitavelmente, já estou a começar a pensar demais no que não quero e acreditem que só me faz mal!!! STOP

domingo, 31 de Maio de 2009

Já se depararam ou tiveram oportunidade de conhecer aquele tipo de pessoas que, ou andam a dormir, ou são mesmo distraídas, ou subtilmente dão a entender que não se apercebem de determinadas “coisas”. Eu passo a explicar: Imaginem que, com o tempo, alguém que vocês nem estavam à espera, inevitavelmente, torna-se especial, apesar das vossas diferenças e de, por vezes, terem vontade de lhe bater. Sim, bater! Imaginem que quando querem e, por vezes, até mesmo sem querer, demonstram a essa pessoa que, de alguma maneira , é especial. Mas, esta parece não perceber, quando, na verdade, vocês sabem muito bem que percebe, até porque gosta de vocês, apesar da dificuldade em dizê-lo e muito mais em demonstrá-lo. Há pessoas complicadas, por isso gostava de saber o que é que vocês faziam se tivessem de lidar com alguém assim. E estou a falar a sério!!!

Sim, voltei aqui ao cantinho. =) E com muita confusão à mistura devem pensar vocês, não é verdade?!

[Aos poucos vou comentando os cantinhos de todos, sim?! ;D]

sábado, 14 de Março de 2009

Ando a ter alucinações! =)

No dia-a-dia, é frequente ver diversos rostos, diferentes pessoas. Mas, e quando esses diversos rostos, essas diferentes pessoas, parecem ser, na maioria das vezes, apenas uma [determinada] pessoa, será que isso significa alguma coisa?! =D

segunda-feira, 9 de Março de 2009

Fui desafiada!

Ora bem, o Ricardo ( http://sleepwellinyourpillow.blogspot.com/ ) desafiou-me! "Se ganhasses o Euromilhões (100 milhões a semana passada!), que farias? Enumera 5 coisas que farias se te saísse o prémio e escolhe outros 3 bloguers a quem passar este desafio." Pronto, eu não vou passar o desafio! Quem quiser que o faça, sim?! =)
- Viajava muito. Ia conhecer os cinco continentes! [Ah e levava a minha irmã comigo e alguns amigos.]
- Oferecia tudo do bom e do melhor ao meu irmão, à minha irmã, à minha querida mãe e a mim claro! [Sim, é verdade, eu sou muitíssimo ligada a estas três pessoas. Por isso, também tinham de desfrutar do prémio, tal como eu. Eles merecem!]
- Fazia muitas compras. Grandes compras… Pequenas compras… Também tenho os meus caprichos, por isso, compraria o carro dos meus sonhos, a casa dos meus sonhos, a cama dos meus sonhos [sim Ricardo, também gosto de camas grandes!]…
- Talvez criasse um “negócio” meu. Assim, se eu, a minha irmã, o meu irmão e alguns amigos, após termos terminado o curso, ficássemos desempregados, teríamos um emprego garantido. Pronto, mas não me cansava muito a trabalhar! =D
- E é claro que também guardava uma parte do dinheiro. Também gosto de poupar! =)
[Respondi um bocadinho tarde ao desafio, mas respondi!]

sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

2 Steps


Já alguém chegou até aqui?! Eu não. Na minha opinião, a felicidade é subjectiva e depende de cada um de nós enquanto seres humanos. Somos nós que a construímos. A fórmula para a alcançar varia de pessoa para pessoa. Por isso, ainda me faltam vários passos [muitos mais do que apenas dois] para a atingir, na sua plenitude. Mas, e vocês?! Quantos passos vos faltam para alcançar a felicidade [plena]?! =)

quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Contador de Histórias

Era velho. No rosto, as feições gastas pelo tempo eram evidentes. O seu olhar transmitia um misto de seriedade, amabilidade, simplicidade, tranquilidade e secretismo. Nunca tentou fugir à velhice. Na verdade, expressava orgulho no velho em que se tinha tornado. Tinha estudos, mas o seu conhecimento ia mais além do que outrora havia aprendido. Muitos dos saberes assimilados enquanto estudante, baralharam-se, esqueceram-se e perderam-se com o passar dos anos. De facto, a passagem frenética do tempo permitiu que este se tornasse um sábio, relativamente aos seres humanos e à vida. Tinha a capacidade de “ler” as pessoas, decifrar sentimentos e desvendar “pedaços” de histórias de vida. Se os seres humanos tivessem legendas, este conseguia, sem dúvida, lê-las e traduzi-las.
Apesar da idade já avançada, acompanhava as constantes modificações da humanidade. Ficar enclausurado na época em que nascera e crescera era impensável. Não tinha uma mentalidade retrógrada, mas também não era completamente “modernizado”. Respeitava as mudanças. Tinha os seus ideais e convicções bem definidos, mas jamais desrespeitava os outros por serem “diferentes”.
Não era um homem reservado, nem extrovertido, mas era contador de histórias. Quando achava que devia contá-las, a maioria sobre a sua vida, facilmente o fazia. Contudo, raramente as pessoas conseguiam perceber quem eram os protagonistas. Todas as histórias eram verdadeiras, no entanto haviam determinados aspectos que eram fruto da imaginação, mas ninguém sabia quais. Eram histórias sobre amizade, amor, vitórias, derrotas, alegrias, tristezas, loucuras, humor, etc. E, ainda que não fossem lições de vida, todas tinham algo significativo para quem as ouvia. Este sabia qual a história que deveria contar de acordo com o estado de espírito do seu ouvinte ou ouvintes.
Quase todas as tardes gostava de ir até ao “parque” que conhecia tão bem. O simples facto de ver o céu e as suas alterações, de assistir ao início do pôr-do-sol e de sentir o ar a entranhar-se nos pulmões eram motivos suficientes para regressar àquele “parque”. E, nessas tardes, quando as pessoas iam ao seu encontro, pela vontade de falar ou de o ouvir, ele contava uma das suas histórias.
O contador de histórias não era indiferente àqueles que ouviram uma das suas diversas histórias e, certamente, não será esquecido.

terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

" Caminhar ao lado de alguém de mão dada é das melhores sensações do mundo, não achas? É um gesto tão inevitável e natural que se torna impossível fabricar. Tal como os abraços, não há abraços inventados; ou se dão com todo o corpo e de coração aberto, ou então morrem antes dos braços se abrirem. Porque as mãos dadas e os abraços são manifestações de afecto puro e fraternal, são sinais inequívocos de amizade e a amizade é um sentimento muito mais honesto do que o amor ou a paixão. "
Margarida Rebelo Pinto

sábado, 31 de Janeiro de 2009

Conversa Partilhada

S.: Que olhar é esse?!
Eu: Ah?
S.: Ah?! Que olhar é esse de felicidade?
Eu: É o meu olhar, mas não é de felicidade.
S.: Pronto, então é de extrema alegria ou só alegria, se preferires.
Eu: Talvez.
S.: Só isso?
Eu: Sim, estou alegre e por mais que tente disfarçar já percebi que é bastante visível.
S.: O teu padrinho falou contigo? [Padrinho de praxe.]
Eu: Sim, falou.
S.: Sobre quê?
Eu: Assuntos entre afilhada e padrinho. Nada de especial.
S.: E então?
Eu: Pode dizer-se que a timidez vence.
S.: Não te esqueças que quando ele te vê fala quase sempre contigo. Tu, pelo contrário, parece que foges.
Eu: Eu sei.
S.: Mas assim não dá. Ele nunca vai chegar a conhecer-te verdadeiramente.
Eu: Eu tenho noção disso, sim? Eu quero que ele me conheça tal como sou e também quero conhecê-lo melhor. Mas não sei o que se passa comigo. Eu ainda tenho tanto para revelar.
S.: Sabes o que é engraçado?
Eu: Não. O quê?
S.: É que tu não costumas ser assim tão tímida.
Eu: Eu já te disse que não sei porque fico assim.
S.: O teu padrinho também não parece ser tímido.
Eu: E não é, acho eu. Quer dizer, quando eu estou em grupo e ele aparece fala com todos sem demonstrar qualquer timidez. Mas agora, ao contrário do que acontecia à mais ou menos um mês atrás, quando está só comigo parece que fica ligeiramente tímido. Sinceramente, não percebo.
S.: Pois, eu também não percebo. Só sei que qualquer coisa se passa.
Eu: Oh. A verdade é que tu tens razão. Ultimamente, quanto mais ele parece disponível para mim, mais eu me afasto. Faço o contrário do que quero.

[E pronto! Ultimamente estou assim! =)]

quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Já alguma vez pensaram, em determinada altura das vossas vidas, como seria o vosso futuro profissional? Eu penso nisso vezes sem conta. Neste momento, estou na faculdade, dispersa entre livros e disciplinas, algumas de que gosto e outras de que não gosto, para ser uma futura enfermeira. E são inúmeras as vezes em que me interrogo sobre o facto de estar ou não no curso certo, se enfermagem é realmente a profissão que quero exercer no futuro e se tenho vocação para tal. Apesar de ter sido esta a minha escolha, por vezes, não sei se foi a mais correcta. A verdade é que esta não se fundamentou apenas na minha opinião, nos meus gostos, mas também na opinião da minha família e das aparências. Penso que os meus avós não suportariam a ideia de ter uma neta num curso “sem futuro”. Para eles é uma grande alegria ter uma futura “Sra. Enfermeira” na família. Eu sei que estes querem o melhor para mim, mas foram muitas as circunstâncias em que tive vontade de lhes dizer que eles não têm nada a ver com a minha vida e que jamais devem interferir nas minhas decisões. Por outro lado, há a minha mãe, irmã e irmão que sempre me apoiaram, mas eu nunca lhes disse o que gostava realmente de fazer no futuro. Comentava, mas não lhes dizia nada em concreto pois a indecisão já fazia parte da minha vida.
Por vezes, tenho vontade de gritar bem alto, com toda a força, até a voz falhar, que o que eu gosto verdadeiramente é de teatro e de escrever. Mas não o faço. Sei que a primeira coisa que me diriam é que se quero ter uma vida estável não posso seguir esse sonho. Talvez seja verdade. Hoje em dia está na moda a representação. Toda a gente o quer fazer, mesmo que nunca se tenham especializado, tal como eu. No entanto, há sempre aquelas pessoas que não têm vocação nenhuma para tal e aquelas em que o talento é visível, mas nem sempre usufruem do mesmo.
Eu gosto de pessoas e gosto de comunicar com elas. E é possível fazê-lo, de formas distintas, tanto em enfermagem, como no teatro. É algo que têm em comum. Contudo, para mim, é difícil assistir ao sofrimento dos outros e, por vezes, torna-se inaceitável. Conviver com pessoas, com histórias de vida felizes ou sofridas é também um dos parâmetros de enfermagem. Mas eu não gosto de assistir ao sofrimento. Eu gosto de captar sorrisos. Gosto de distrair as pessoas, de as fazer sorrir e o teatro, muito mais do que enfermagem, permite-me fazê-lo.
Também adoro escrever. Passar para o papel sentimentos, histórias de vida. Registar sonhos. Exprimir o que penso. Tudo é possível quando se escreve e enquanto se escreve. O limite é a imaginação e a escrita é o produto. Escrever faz-me bem, sem dúvida. E, quem sabe, um dia poderei eventualmente publicar um livro. É um sonho.
Por um lado, gostava de estudar para o que gosto de fazer efectivamente. Por outro, há a enfermagem, a profissão que também gosto, não tanto, mas gosto e que me dá estabilidade, mesmo que seja no estrangeiro. Neste momento, ainda continuo indecisa, dividida entre estas opções de vida.

sábado, 10 de Janeiro de 2009

Porque querer esquecer é lembrar.

"Aquilo que mais se quer esquecer é aquilo que mais se lembra.
Porque querer esquecer é lembrar.
O que se não lembra é apenas o que se esquece mas não se quer esquecer."

Vergílio Ferreira


Depois de ler estas palavras descobri que esta é a verdade. A vontade de esquecer determinados momentos e, por vezes, pessoas é tão grande que nos esquecemos de guardar na memória aquilo que não devia ser esquecido. Nunca deram por vocês a tentarem lembrar-se de "algo bom" e a não conseguirem?! Mas, por outro lado, as más recordações facilmente invadem os nossos pensamentos. Viver entre o que queremos esquecer e o que queremos lembrar. É algo para dizer "Fuck".

sábado, 3 de Janeiro de 2009

=D

A todos desejo que 2009 seja um ano Excelente.

sábado, 13 de Dezembro de 2008

Números Ímpares

Definitivamente, não gosto de números ímpares. Fico sempre com a sensação de que falta algo ou de que algo está a mais.
Gosto de duplas. Raramente gosto de trios. Como se costuma dizer, “Um é pouco, dois é bom e três é demais!”. Enfim, gosto especialmente do número
2.


;D

terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Inocência Perdida

Ao longo dos anos foram algumas as vezes em que, por algum motivo, a minha mãe me disse “Oh filha ainda és tão inocente.” Confesso que quando ouvia estas palavras ficava um pouco zangada, mas não adiantava porque era a verdade e eu, tal como a minha mãe, sabia disso. Como sempre, Ela tinha razão. Agora, que penso nisso, acho que a minha inocência acompanhou todas as etapas da minha vida, o que significa que se foi perdendo conforme fui crescendo. Não houve pressas. Não corri contra o tempo. Neste momento, é um facto que não sou tão inocente como há alguns anos atrás, mas ainda me resta inocência. Apesar da idade, de tudo o que já aprendi, de tudo o que já vivi, ainda tenho muito mais para aprender, muito mais para viver. Segredos por revelar, segredos para revelar. Tenho noção disso e fico contente por assim o ser. No entanto, ao contrário de mim, há sempre aquelas pessoas que perdem a inocência cedo demais. Por vezes, a vontade de crescer rapidamente é tão grande, que faz com que se percam etapas da vida essenciais ao crescimento de cada indivíduo, como ser humano. E é assim que estas entram na altura errada, no momento incerto, no mundo dos adultos. Antecipadamente, imaturamente, sem qualquer conhecimento deste novo mundo e, por vezes, do que está certo ou errado, de como determinadas atitudes são prejudiciais às suas vidas. É a falta de informação e de experiência. É a vontade de ser o oposto do corpo e da mente. É a vontade de ser o adulto que não se é. São erros, lamúrias e arrependimentos. Enfim, é inocência perdida.

quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

- Gostava de ir para uma dimensão distante. Gostava de ficar longe de tudo e de todos. Gostava de esquecer, por uns instantes, a minha vida e viver. Gostava de voar.
- E eu gostava de te ensinar a voar, se soubesse. Mas não sei.
- Eu sei.
- Mas, apesar disso, posso levar-te para o mais perto do céu que podemos alcançar. Desde que fique contigo. Mesmo que não precises de mim, jamais te deixarei sozinha.
- Pode não parecer, mas eu preciso de ti. Acredita. Não quero estar sozinha.
- Eu sei.
- Mas preciso de silêncio.
- E precisas de mim. E precisas do céu.

domingo, 9 de Novembro de 2008

A todos os que ainda vão passando por aqui, tenho a informar, porque até acho que merecem uma explicaçãozinha, que não tive internet durante mais de três semanas! [Sim, é verdade! Os "senhores" responsáveis pelo serviço demoraram imenso tempo a resolver o problema! E, como é óbvio, a única coisa que podia fazer era esperar!]
Neste momento, a condição de caloira também me tem impedido de vir até aqui! =)
Tenho praxes quase todos os dias. A semana passada foi a minha semana de recepção ao caloiro. Uma semana reservada só para os caloiros, fantástica e, sem dúvida, memorável! A latada, o rally das tasquinhas, o baptismo, entre outras coisitas, foram grandes momentos, que vão deixar muita saudade. Diverti-me muito.
Aulas todos os dias de manhã, o que implica acordar cedo e por vezes bem cedo mesmo, para chegar a horas à faculdade.
Matéria e mais matéria para estudar. Matéria e mais matéria a acumular. [E a vontade de estudar não tem sido muita!]
Falta de tempo. Falta de muito tempo. E cansaço. Muito cansaço. =(
["Diz que disse", não precisam de me ir buscar! Demorei, mas voltei! E fico contente por saber que têm saudades dos meus textos! Em breve vou tentar escrever algo em condições! "Shadow", não quero preocupações com a ausência!]


Beijinhos* [Já sentia falta disto!]

quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Eram amigos. Conheciam-se há muito tempo. Tempo suficiente para ambos sentirem que parecia uma eternidade. Ele completava-a. Ela completava-o. Juntos formavam uma dupla. Sabiam quando precisavam de estar juntos, quando deviam estar juntos e quando não deviam, mas, mesmo assim, procuravam a companhia um do outro. Juntos, riam, sorriam, choravam e gritavam. Juntos, aparvalhavam, vezes sem conta, sem vergonha, pois bastava estarem os dois, lado a lado. Às vezes, pareciam duas crianças ou dois adolescentes, mas não o eram e, sem importância, tinham noção disso. Juntos, eram capazes de enfrentar tudo e todos, com ou sem razão, desde que fosse a razão de ambos.
Por vezes, tinham vontade de se beijar e sabiam que essa vontade poderia levar ao sexo. [Gostavam de acreditar que, tal como a sua amizade, quase perfeita, o sexo entre eles também poderia ser igual.] Sabiam perfeitamente que essa vontade voltaria mais vezes. No entanto, não cediam. Nunca cediam. Eram amigos. Como as pessoas costumavam dizer, eram “apenas amigos”, mas eles sabiam que não. Para os dois, a palavra “apenas” nada estava relacionada com imensidão, que estava inteiramente relacionada com aquela amizade. Uma amizade real, verdadeira e imensa. Mas não era perfeita. Sabiam disso. Também discutiam, apesar de não estarem zangados durante muito tempo. Não conseguiam.
Por vezes, Ela tinha vontade de se esconder do mundo e Ele também. Mas jamais se escondiam um do outro. Que ambos faziam parte do mundo era um facto. Mas, mesmo assim, construíram outro mundo, um mundo só deles, onde era impossível esconderem-se um do outro. Nem Ela, nem Ele o permitiam. Aceitavam-se tal como eram e sentiam-se felizes assim.
Ele tinha as suas namoradas. Ela tinha o seu namorado. Ele, gostava de cada uma das raparigas com quem tinha namorado, tal como gostava da namorada actual, mas não conseguia manter um namoro por muito tempo. Acabava sempre por ir ao encontro dEla, pois sabia que era nEla que encontrava tudo o que faltava. Nenhuma rapariga era como Ela. Ela gostava muito do namorado. Tinha a certeza disso. Contudo, por vezes, discutiam demais. Mesmo sem querer acabava por colocar o namorado em “segundo plano”, pois era Ele que vinha em primeiro. Inevitavelmente, era com Ele que Ela falava primeiro e vice-versa. Para Ela, Ele era uma certeza. Para Ele, Ela era uma certeza. A relação de ambos era uma das poucas certezas nas suas vidas. Eram amigos. Provavelmente, nunca seriam mais do que isso. Mas amavam-se mutuamente. [Sem dúvida alguma.]

quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

“São as palavras que ficam por dizer que mais nos pesam, prisioneiras no nosso descontentamento, aos gritos dentro da nossa cabeça.” [Margarida Rebelo Pinto]

Quantas vezes não disseram as palavras certas, na altura certa?
Quantas vezes fugiram dos sentimentos?
Quantas vezes não disseram determinadas palavras atempadamente?
Quantas vezes se deixaram vencer pelo medo?
Quantas vezes não expressaram o que sentiam por palavras?
Quantas vezes deixaram o tempo passar e perceberam que as palavras que deveriam ter sido ditas não fazem mais sentido?
Quantas vezes agiram por impulso?
Quantas vezes perderam [grandes] oportunidades?
Quantas vezes não disseram o que deviam e sentiam por falta de coragem ou cobardia?
Quantas vezes, através de simples palavras, mandaram embora das vossas vidas “aquelas pessoas” que deveriam ter ficado?
Quantas vezes disseram o contrário do que sentiam?

Quantas vezes ficaram palavras por dizer?

Por vezes, penso em tudo o que já passou, nas pessoas que perdi e faço a mim mesma todas estas perguntas. Por muito que evite não pensar no passado, não deixo de me interrogar se alguma coisa teria mudado, se algo seria diferente, se tivesse feito tudo o que ficou por fazer, se tivesse dito tudo o que ficou por dizer. Foram muitíssimo raras as vezes que agi por impulso, que fiz e disse o impensável. E agora, penso em como essas “vezes raríssimas” não foram suficientes. Deveria ter quebrado as “minhas regras”. Deveria ter deixado o orgulho e a teimosia de lado, em diversas situações. Deveria ter feito mais coisas consideradas como incorrectas para muitas pessoas, sem pensar naquilo que essas mesmas pessoas poderiam pensar. Sinceramente, às vezes, acho que fui “certinha” demais, quando não deveria ter sido. É verdade que ainda estou a tempo de quebrar as “minhas regras” e as regras de muita gente, mas não é por isso que consigo “remediar” as vezes em que o deveria ter feito, no passado.

[Sem net em casa, o que significa que já não ando pelo meu “espacinho”, nem pelos vossos, tantas vezes como gostaria.]

sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Amo-te. Uma palavra pequena. Para mim, difícil de pronunciar. Na minha opinião, o amor constrói-se e, por isso, é preciso tempo para amar [ou aprender a amar]. Ao contrário do amor, único, puro e verdadeiro, a paixão não precisa de tempo. Eu acredito na possibilidade de as pessoas se apaixonarem num primeiro olhar, num determinado momento, pois é mesmo disso que se trata, paixão. E a paixão, da mesma maneira que aparece, também se desvanece, quando não se transforma em amor. No entanto, acho que não é possível amar alguém a partir de um primeiro encontro, de um determinado momento. Eu não consigo igualar a paixão ao amor, o gostar ao amar e, por isso, faço grande distinção entre estes sentimentos. [É assim a minha maneira de ser, de pensar.] Ao longo da minha vida já passaram inúmeras pessoas, mas a maioria não teve o necessário para conseguir conquistar-me. [Podem pensar que sou complicada, mas quando se trata de mim e da minha vida, apenas me considero exigente o suficiente, pois só eu devo escolher quem entra, quem permanece e quem sai da mesma.] Há pessoas de quem gosto, outras de quem gosto muito e pouquíssimas que amo. De facto, consigo contar pelos dedos das mãos “aquelas” que amo.
Há muita gente, talvez devido à procura incessante de companhia, de alguém presente, alguém que satisfaça as suas necessidades, alguém com quem estão bem, se dão bem, que começam e terminam namoros com uma facilidade incrível, o que as impede de construírem “relacionamentos e sentimentos sólidos”. E, a verdade é que não as percebo, não consigo, talvez porque não sou assim, nunca fui. Mas não as critico. [Cada pessoa tem o direito de fazer o que quer da sua vida, de agir da maneira que acha mais correcta, quando é a sua felicidade que está em causa.] A única coisa que critico é a frequência com que dizem “amo-te”. Para amar não é preciso tempo? Então como é possível estas pessoas amarem alguém se não tiveram tempo para construir esse sentimento? Será possível amar uma pessoa e tantas pessoas em tão pouco tempo? Sinceramente, penso que a maioria das pessoas interpretam o amor incorrectamente ou então não sabem o que é amar. Se soubessem o quanto é difícil, para mim, amar alguém, o quanto é difícil afirmar esse sentimento… [Problemas de expressão.] Tenho grande dificuldade em fazê-lo, pois preciso de ter a certeza dos meus sentimentos. E preciso de tempo, no que diz respeito ao amor. Para mim, é o essencial, tempo, quando são os meus sentimentos que estão em causa.

[As conversas com os amigos, por vezes, dão neste tipo de reflexões. =)]