[Porque, mais tarde ou mais cedo, o "cantinho" que tanto estimo tinha de acabar por "fechar", posso mesmo escrever que é o fim...]
E ...

[11/06/2008 - 13/08/2009]

Já se depararam ou tiveram oportunidade de conhecer aquele tipo de pessoas que, ou andam a dormir, ou são mesmo distraídas, ou subtilmente dão a entender que não se apercebem de determinadas “coisas”. Eu passo a explicar: Imaginem que, com o tempo, alguém que vocês nem estavam à espera, inevitavelmente, torna-se especial, apesar das vossas diferenças e de, por vezes, terem vontade de lhe bater. Sim, bater! Imaginem que quando querem e, por vezes, até mesmo sem querer, demonstram a essa pessoa que, de alguma maneira , é especial. Mas, esta parece não perceber, quando, na verdade, vocês sabem muito bem que percebe, até porque gosta de vocês, apesar da dificuldade em dizê-lo e muito mais em demonstrá-lo. Há pessoas complicadas, por isso gostava de saber o que é que vocês faziam se tivessem de lidar com alguém assim. E estou a falar a sério!!!
Era velho. No rosto, as feições gastas pelo tempo eram evidentes. O seu olhar transmitia um misto de seriedade, amabilidade, simplicidade, tranquilidade e secretismo. Nunca tentou fugir à velhice. Na verdade, expressava orgulho no velho em que se tinha tornado. Tinha estudos, mas o seu conhecimento ia mais além do que outrora havia aprendido. Muitos dos saberes assimilados enquanto estudante, baralharam-se, esqueceram-se e perderam-se com o passar dos anos. De facto, a passagem frenética do tempo permitiu que este se tornasse um sábio, relativamente aos seres humanos e à vida. Tinha a capacidade de “ler” as pessoas, decifrar sentimentos e desvendar “pedaços” de histórias de vida. Se os seres humanos tivessem legendas, este conseguia, sem dúvida, lê-las e traduzi-las.
" Caminhar ao lado de alguém de mão dada é das melhores sensações do mundo, não achas? É um gesto tão inevitável e natural que se torna impossível fabricar. Tal como os abraços, não há abraços inventados; ou se dão com todo o corpo e de coração aberto, ou então morrem antes dos braços se abrirem. Porque as mãos dadas e os abraços são manifestações de afecto puro e fraternal, são sinais inequívocos de amizade e a amizade é um sentimento muito mais honesto do que o amor ou a paixão. "
"Aquilo que mais se quer esquecer é aquilo que mais se lembra.
- Gostava de ir para uma dimensão distante. Gostava de ficar longe de tudo e de todos. Gostava de esquecer, por uns instantes, a minha vida e viver. Gostava de voar.
A todos os que ainda vão passando por aqui, tenho a informar, porque até acho que merecem uma explicaçãozinha, que não tive internet durante mais de três semanas! [Sim, é verdade! Os "senhores" responsáveis pelo serviço demoraram imenso tempo a resolver o problema! E, como é óbvio, a única coisa que podia fazer era esperar!]
“São as palavras que ficam por dizer que mais nos pesam, prisioneiras no nosso descontentamento, aos gritos dentro da nossa cabeça.” [Margarida Rebelo Pinto]
Amo-te. Uma palavra pequena. Para mim, difícil de pronunciar. Na minha opinião, o amor constrói-se e, por isso, é preciso tempo para amar [ou aprender a amar]. Ao contrário do amor, único, puro e verdadeiro, a paixão não precisa de tempo. Eu acredito na possibilidade de as pessoas se apaixonarem num primeiro olhar, num determinado momento, pois é mesmo disso que se trata, paixão. E a paixão, da mesma maneira que aparece, também se desvanece, quando não se transforma em amor. No entanto, acho que não é possível amar alguém a partir de um primeiro encontro, de um determinado momento. Eu não consigo igualar a paixão ao amor, o gostar ao amar e, por isso, faço grande distinção entre estes sentimentos. [É assim a minha maneira de ser, de pensar.] Ao longo da minha vida já passaram inúmeras pessoas, mas a maioria não teve o necessário para conseguir conquistar-me. [Podem pensar que sou complicada, mas quando se trata de mim e da minha vida, apenas me considero exigente o suficiente, pois só eu devo escolher quem entra, quem permanece e quem sai da mesma.] Há pessoas de quem gosto, outras de quem gosto muito e pouquíssimas que amo. De facto, consigo contar pelos dedos das mãos “aquelas” que amo.